quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um breve conto de Chrystian Ramoz

Quando acordei virei-me para abraça-la mas você não estava ali.
Olhei à volta de todo o quarto e não a encontrei, então levantei-me
e fui em direção a porta de vidro da nossa varanda, foi aí que a avistei
na sacada olhando o mar.
Abri a porta e aproximei-me de dela e a abracei.
Senti ela suspirar, e sem hesitar ela me perguntou se eu a amava,
e eu nada disse. E uma leve brisa tocou os nossos rostos e os primeiros
raios de sol daquela manhã já aqueciam nossos corpos, até que então ela
novamente perguntou:
_ Você me ama querido?

E eu respondi:
_ Sinceramente não sei se o que eu sinto por você é amor...

Ela suspirou e seus olhos se encheram de d'água, e uma única cota de lágrima
escorreu em seu rosto e eu a sequei e então lhe disse:
_ Querida eu procurei...

... mas até hoje não encontrei palavras no mundo que
pudessem descrever o que eu sinto por você.
O que eu sinto é muito forte, vai além da vida e da morte.
Ela então se virou e ficou de frente para mim e sorriu,
lágrimas de felicidade escorriam em seu rosto, seu coração palpitava de tanta alegria.

E ela então me pediu que eu a fizesse a mesma pergunta.
Mas eu não quis perguntar, porque eu sei que ela também não encontrou palavras
que descrevessem o que ela senti por mim.

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